Aos 37!

Aos 17 anos apaixonei-me por este poema. Fazia parte do manual de Português do 12º ano.
Não lhe conheço o autor* mas tenho-o na cabeça e cito-o de cor há 20 anos.
Hoje, aos 37, compreendo-o como nunca porque sei, que às vezes, as palavras não dizem tudo, que o tempo corre e torna tudo mais sereno e que o azul dos dias seguintes é afinal tudo o que temos.
Assim seja, porque a vida é boa assim…
“Aqui cheguei,
aos limites, onde não é preciso falar,
tudo se aprende com o tempo e o oceano.
a lua aparecia
com as suas linhas prateadas
e aos poucos, desfazia-se a sombra
com um golpe de onda
e na varanda do mar, o dia abre as asas,
nasce o fogo,
e tudo continua azul, como amanhã.”
* Depois da partilha deste poema, as palavras ganham “dono”, como tão honrosamente merecem.
E sim, só podia ser mesmo do Pablo Neruda. Obrigada Dina! 🙂

4 thoughts on “Aos 37!

    1. Olá Dina, pois eu tinha esse palpite porque algures na minha cabeça andava a associação ao Pablo Neruda, de quem tanto gosto. Mas como me fartei de procurar este poema sem sucesso, optei por não arriscar para não meter a “pata na poça”… 🙂 Obrigada! E beijinhos.

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