12,11,10…

Estes últimos dias de 2016 foram tramados.

Para além da correria de sempre, que ainda que tenha coisas muito boas, nos suga até ao tutano: presentes, comida, família, jantares da praxe… “respira”. Presentes, comida, família, jantares da praxe… “respira outra vez”. Presentes, comida, família, jantares da praxe… “cai para o lado, que já acabou!”, calhou-me uma valente gripe no sapatinho, o que, aposto, tem dedo de um Pai Natal ressabiado com a carta que lhe escrevi. Mas adiante, que a vida não tem espaço para rancores. Estamos quites, “Barbuchas”, ok?

Voltando à gripe, ainda hoje ando a carpi-la, na velha máxima “abafa-te, abifa-te e avinha-te”. (cá entre nós, valha-nos o “avinha-te” que sempre dá para a malta desculpar uns copos), o que não me permitiu sequer pensar numas palavras bonitas, inspiradoras e cheias de boas intenções para 2017. Como gostaria e como vocês tanto merecem.

Ainda assim e tendo em conta as claras limitações físicas do momento, aqui vão as doze passas para o ano novinho que aí vem:

  1. Hummm, agora é que a arranjei bonita…Não sei por onde começar!

  2. Ah sim… Saúde. A saúde é o bem mais precioso, porque nos traz a possibilidade e a força para ir atrás de tudo o resto (vá pessoal, toca a comprar as cuequinhas azuis…);

  3. Amor. Das pessoas e dos gestos. Amor companheiro, amor amigo, amor cúmplice, amor depositado na mais pequenina coisa que fazemos, amor capaz de deixar os anos passar. E permanecer;

  4. Amigos novos. Amigos velhos, chegou a hora da despedida ou pensavam que ia levar essas carcaças para 2017? Brincadeirinha… Vocês fazem a vida valer a pena e têm, cada um de vós, lugar cativo neste meu coração feliz. Levo-as para o ano que agora começa, tal como as levarei sempre por mais anos que passem, minhas pessoas queridas. Podemos sempre arranjar mais compinchas para a pandilha, porque também é muito bom deixar que uma relação, na idade adulta, se conheça e se transforme, naturalmente, em amizade, provando-nos que o mundo está cheio de gente boa;

  5. Trabalho. Mas trabalho dos bons, daqueles que nos faz feliz, daqueles que nos alimenta a vontade de aprender e que não deixaríamos de fazer, mesmo que raspássemos uns milhões. Ok, menos horas talvez, mas ainda assim a querer trabalhar, porque tenho um trabalho de que gosto. Muito;

  6. Dinheiro. Sim, dinheiro é bom. Não é preciso muito, apenas o suficiente para a malta não andar a contar os tostões ao fim do mês (o que é absolutamente deprimente), e para ir fazendo um pé de meia que dê para fazer uma ou duas extravagâncias ao longo do ano (ao critério de cada um);

  7. Viagens. Extravagância top para mim, apenas e só porque sou das que tem de contar tostões ao fim do mês. Mas uma viagem a três seria a cereja no topo de 2017;

  8. Ainda só vou a meio disto? E agora? Passo o ano a queixar-me dos sonhos por concretizar e na hora H, fico sem inspiração… Ok, o nariz entupido ocupa-me a atenção dos neurónios… avancemos pois, que com esta distração, já lá vai menos uma…

  9. Desafios. Não sei como não me lembrei logo disto. Há poucas coisas que deem mais adrenalina do que nos desafiarmos a nós mesmo e nos pormos à prova. Friozinho na barriga, coração palpitante, sensação de conquista sempre que a coisa corre bem e nos superamos, a nós e aos nossos medos. Gosto, gosto muito. Bring it on, portanto!

  10. Última passa. Epah esta tem de ser tipo “tchanam” para a coisa acabar em grande… Coragem. Talvez porque todos os anos trazem o futuro que não se conhece, que não se controla e isso, às vezes, assusta. Coragem pois, para que com garra, façamos frente a tudo e saibamos sempre retirar o melhor de todas as lições;

  11. Porra, que faltam duas. Confundi isto com os 10 mandamentos. São as passas das 12 badaladas Rita, são as passas…

  12. E na última, proponho um refresh de todos os desejos e, sobretudo, que se acredite. Acreditar é um bom desejo. Nele cabe a vontade, cabe a força de não desistir, cabe a coragem de correr atrás. Qual balão de oxigénio que empurra os sonhos para cima. Assim eles sigam e subam.

Et voilá, já cá cantam todas e este texto ficou maior do que estava previsto. Mas já que assim foi, proponho-vos o mesmo exercício para que hoje, as brancas a meio das mastigadelas de passas possam ser residuais.

E claro, mesmo que as engulam todas de uma vez, o importante é mesmo confiar que 2017 será sempre uma oportunidade para nos tornarmos numa melhor versão de nós próprios, que respeite quem somos, que acarinhe as intenções que temos e nos permita crescer por dentro e desejar que os anos continuem fazer-se irrepetíveis.

Posto isto, que seja um ano do caraças! (E desculpem qualquer disparate que aqui tenha sido dito. O responsável é, muito provavelmente, o propionato de fluticasona…)

 

 

2 thoughts on “12,11,10…

  1. Um óptimo 2017. Saúde, amigos bons, sorrisos e muita criatividade para aproveitar todos os segundos de tudo o que de bom a vida nos oferece. Beijinhos! 🙂

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