Gestão emocional e padrões parentais.

Passou algum tempo desde o meu último texto.
Voltei ao tempo dos desafios maiores e com eles e apesar do cansaço, voltei a não conseguir parar a vontade, nem tão pouco a impedir que as ideias me desinquietem a alma e o corpo se ponha em sentido para as fazer nascer. Acho mesmo que não sei ser de outra maneira.

Foi com esta vontade que sonhei para a Lua o espaço “Diz quem sabe”, para que outras pessoas pudessem entrar e ajudar a refletir sobre temas relacionados com a parentalidade e o desenvolvimento infantil e adolescente, trazendo outras perspectivas, partilhando sonhos e projetos e, acima de tudo, crescendo em conjunto.

A Paula foi companheira de viagem nesta aventura de gravar a primeira entrevista do Pés na Lua em que, sob o mote da gestão emocional e dos padrões parentais, procurámos, de uma forma descontraída e muito próxima contribuir para tornar mais consciente o impacto que os modelos da nossa infância têm na relação com os nossos filhos, na certeza de que podemos sempre, enquanto pais, tornar as nossas escolhas mais equilibradas e adequadas ao que efetivamente pretendemos ensinar.

Hoje partilho contigo o resultado deste desafio que me obrigou também a receber e a aceitar algumas das minhas vulnerabilidades, sobretudo aquelas que a palavra escrita permite esconder. É com elas que aqui estou, cheia de “bengalas” no discurso, com a voz às vezes trémula e a certeza de que não perguntei tudo o que planeei perguntar, porque me entreguei me entreguei à conversa e deixei acontecer.

Com a Paula foi fácil e no final, ainda que esse momento tenha ficado só para nós, houve uma gargalhada sonora e cúmplice que só por ter acontecido, já fez tudo valer a pena.

Espero que gostes e prometo em breve trazer mais pessoas bonitas (e textos, porque continua a ser neles que me esqueço de tudo, e me encontro outra vez…)

Nota: Um agradecimento muito especial às gentes fantásticas da Tertúlia Algarvia que nos receberam de uma forma tão acolhedora e familiar e, claro, à equipa maravilha da BotodaCruz Creative Studio que fazem sempre acontecer magia por aqui. <3

Seis livros para pensar o crescimento.

Nunca se escreveu tanto sobre parentalidade, nunca se conheceram tantos especialistas na matéria e nunca se deram tantas dicas e se fizeram tantos tratados, acerca de como educar uma criança.

E isso é bom.

É bom desde que não percamos de vista quem somos e em quem nos queremos tornar enquanto educadores. É bom desde que não cedamos à tentação de não nos ouvirmos e de não ouvirmos os nossos filhos, conhecendo aquilo que os torna tão especiais. É bom desde que não nos deixemos enganar pela culpa de achar que, se não funciona assim connosco, é porque somos péssimos pais. É bom, sempre que saibamos integrar a informação e ver para além dela, à luz daquele que é o nosso caminho e enquadrando-a naquele que é o nosso contexto familiar e história de vida.

Nunca se escreveu tanto sobre parentalidade e eu tenho uma prateleira cheia de livros sobre o assunto. Estão carregados de anotações e reflexões pessoais, que se fizeram do eco que as palavras lidas deixaram em mim.

De todos eles retirei o meu melhor, em todos eles deixei um pouco de quem sou, que volto sempre para buscar, quando a vontade me dá ou quando a vida me lembra da certeza absoluta de que nada sei. Não são bíblias, porque acredito que nunca nenhum livro, nem nenhum autor, por mais especializado que seja, será capaz de transformar em fórmula universal, a complexidade e o desafio de ajudar um filho a crescer. A eles, dou-lhes a tarefa consciente de se constituírem luz e impulso para pensar e para me conhecer nos sentidos com que me identifique e naqueles que construa a partir daí.

É por isto que nos textos que escrevo, procuro deixar espaço para que cada mãe, cada pai e cada família se possa encontrar num caminho que lhe é próprio e retirar das palavras, apenas e só, aquilo que lhe sirva, para depois o transformar e lhe trazer verdadeiro significado.

É por isso assim, com este propósito, que hoje vos deixo alguns dos autores que me trouxeram reflexões importantes e me deram asas para voar a partir dos livros que escreveram.

Não os vejam como especialistas, porque o especialista mais inspirador, mora em cada um de vós e no sujeito da vossa especialidade, que será sempre um ser único e com características irrepetíveis.

É essa a magia de educar. Não a percamos de vista.

 

Aqui te deixo a referência de alguns dos livros sobre parentalidade que mais me têm ensinado, esperando que possam trazer-te sentido também… (e claro, adoraria conhecer outros que a ti te tenham marcado 🙂

 

Pais Conscientes, Educar para crescer, de Shefali Tsabary
Pais Conscientes
Educar para crescer
de Shefali Tsabary

Disciplina Sem Dramas de Tina Payne Bryson e Daniel Siegel
Disciplina Sem Dramas
Zangas para quê ? Os segredos da neurociência para educar os filhos tranquilamente
de Tina Payne Bryson e Daniel Siegel

Educar na Curiosidade de Catherine L'Ecuyer
Educar na Curiosidade
Como educar num mundo frenético e hiperexigente?
de Catherine L’Ecuyer

Mindfulness para Pais Dicas de parentalidade consciente para pais tranquilos e filhos felizes de Laura Sanches
Mindfulness para Pais
Dicas de parentalidade consciente para pais tranquilos e filhos felizes
de Laura Sanches

O Cérebro da Criança Explicado aos Pais de Álvaro Bilbao
O Cérebro da Criança Explicado aos Pais
Como ajudar o seu filho a desenvolver todo o potencial intelectual e emocional
de Álvaro Bilbao

Free To Learn : Why Unleashing The Instinct To Play Will Make Our Children Happier, More Self-Reliant, And Better Students For Life
Free To Learn
Why Unleashing The Instinct To Play Will Make Our Children Happier, More Self-Reliant, And Better Students For Life
de Peter Gray