Regresso ao Futuro. Parte I.

Amanhã é dia.

Dia de recomeçar, de acreditar, de querer fazer melhor. É pelo menos isso que me lembro dos meus setembros de estudante e embora o meu filho ainda não tenha chegado aos dias de “escola à séria”, acompanho de perto os anseios e as dúvidas de quem, com os filhos, inicia agora mais um ano escolar.

Por saber disso, e por saber também quão importante é começar com um salto a dois pés, esta caminhada que se quer feliz, partilho convosco algumas ideias que me parecem úteis neste regresso:

Atitude positiva. O optimismo aprende-se, e se em casa o retorno à escola for vivido com alegria e entusiasmo, isso é meio caminho andado para que a adaptação à nova rotina se faça sem grandes dramas. E isto significa também, não reclamar muito com o regresso ao trabalho. Sim, eu sei, lá no fundo precisávamos de mais 3 meses (até porque sabiam bem umas férias das férias), mas eles não precisam de saber isso…

Organização. Uma das questões que mais nos aflige, com a ideia de voltar à rotina, é a falta de tempo para tudo. É o despertador, é a correria da manhã, são as atividades extracurriculares, os trabalhos de casa… enfim, haja estaleca! Tenho aprendido que um dos segredos para manhãs e finais de dia mais tranquilos é a organização. Preparar mochilas e lanches na escola para os mais pequenos, organizar com os mais velhos o horário da semana, que inclua tempos de estudo, tempos de lazer e tempo em família, escolher a roupa que queremos vestir no dia seguinte e até deixar a mesa do pequeno almoço pronta, são pequenos truques que nos pouparão diariamente a alguns minutos de modo “à beira de um ataque de nervos”. E só por isso, vale muito a pena.

Serões tranquilos. Façam dos momentos a seguir ao jantar, uma espécie de elixir de paz, que vos ajude a terminar o dia em família, com a tranquilidade necessária para uma noite retemperadora, como todas as noites devem ser. E isto pode facilmente conseguir-se com uma boa conversa, um jogo de tabuleiro ou uma história. E claro, sem televisão.

Adaptação gradual. Aceitem a ideia de que a coisa não vai encarrilar logo na primeira semana de aulas. Eles, e vocês, precisam de tempo para fazer face ao “síndrome pós férias” e permitir que se estranhem, antes de se entranhar, as novas rotinas. Para além disso, podem aproveitar esta altura inicial, em que os dias ainda se fazem compridos e na escola as atividades se organizam, para aproveitar alguns momentos de praia, uma ida ao parque ou ao cinema. Miminhos, que ajudam ao suave despertar para os compromissos escolares e laborais.

Amanhã é dia. De sermos felizes.

3 thoughts on “Regresso ao Futuro. Parte I.

  1. Melhor que ninguém, sei o que é cuidar de crianças e adolescentes ,em idades de “andar nas escolas”, dado que com sete filhos, não era fácil resolver as coisas, porque , como se diz em linguagem popular “cada um é um”, e embora nos sete houvesse dois pares de Gémeos, também havia diferenças…era o acordar ás cinco da manhã, eram os pequenos almoços (e nem sempre ao mesmo tempo e na mesma hora, era o levar à escola ou ao comboio, para os que já andavam no Liceu…era um foge – corre, porque às 8 horas da manhã, já eu, a mãe e única responsável, tinha que estar, na “minha” escola, até porque como diretora da mesma, havia que dar o exemplo da pontualidade….foram tempos difíceis, pois se havia a saída de manhã, havia depois o regresso, os lanches, os banhos, os apoios aos trabalhos de casa ( malditos TPC`S… não cabe na cabeça, dar às crianças que saem da escola, às cinco da tarde, trabalhos para fazer em casa. Prezo-me de nunca dar esses trabalhos aos meus alunos, pois acho uma barbaridade,porque a maior parte das vezes são os pais que os teem que fazer, porque os filhos estão mortos de cansaço e de sono), os jantares , a deita…
    falei por mim e pelos pais que trabalham e chegam a casa tarde e que teem que pagar a quem “aguente” os seus filhos até eles chegarem a casa, e isso custa dinheiro às famílias, porque mesmo os apoios escolares não dão margem no tempo de extensão… E onde fica o repouso para as mães que só veem a hora de meter “os moços” na cama para poderem esticar as pernas por momentos?… É dificil ser mãe e trabalhadora ao mesmo tempo…Tinha muito mais a dizer, mas sem querer, deixei-me ir na revolta … porque os paizinhos, nunca teem prisões como as das mãezinhas…e estas não são de ferro….
    Um Abraço , querida Rita, e desculpa o desabafo…
    .
    Nidia Horta – Professora aposentada.

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