A analogia que me tornou melhor companheira de viagem do meu filho.

Falam-me dos “terrible two” e eu devolvo: Então e os “fabulous five”?

Cá em casa andamos a aprender a gerir as emoções: as dele geradas pela frustração, as minhas provocadas por tudo o que o descontrolo dele acende em mim.

Neste caminho, fiquei feliz por encontrar um texto que me fez todo o sentido e que me tem ajudado imenso, pela enormidade de coisas que me ajudou a entender.

A analogia do comboio pensa as emoções difíceis como se fossem túneis e faz de nós, passageiros do comboio que os atravessa. E como acontece em todos os túneis, somos convidados a tolerar alguma escuridão, para chegarmos depois a um lugar mais iluminado, mais calmo e mais desperto para tudo o que acontece à nossa volta.

Vou dar-vos um exemplo de uma situação que se passou connosco há uns dias, quando o meu filho se desentendeu com um dos amigos com quem brincava e correu para perto de mim num choro compulsivo.

O motivo prendia-se com o facto do amigo não querer brincar ao jogo que ele lhe tinha proposto e como tal, o melhor seria eu resolver o problema e ir dizer-lhe que aquela brincadeira era afinal, uma excelente ideia.
Disse ao Manel que não o faria, expliquei-lhe que o seu amigo tinha todo o direito de decidir se queria brincar ou não.

Dito isto, e depois da tristeza inicial, veio uma onda repentina de raiva, provocada pela percepção de que eu não lhe resolveria o problema. Deitou-se no chão, esperneou, gritou, cerrou os pulsos, num enorme descontrolo de si, do seu corpo e de todas as sensações desconcertantes pelas quais passava.

Noutros momentos, provavelmente teria tentado acalmá-lo, ter-lhe-ia dito que não valia a pena aborrecer-se com isso, que podiam escolher outra brincadeira ainda mais gira… Tê-lo-ia dito, tentando amenizar a situação, sem que no entanto adviesse daí algum resultado que valesse realmente a pena.

Mas desta vez, lembrei-me da história lida e limitei-me a entrar no comboio com ele, sentando-me ao seu lado.

Ele, no meio de todo aquele caos, conseguiu pousar a cabeça no meu colo e eu fiquei a fazer-lhe festas no cabelo. Sem dizer uma palavra.

Fizemos a viagem assim e uns minutos depois o Manel levantou a cabeça, sentou-se, limpou as lágrimas e disse-me: Vou brincar, mamã.” E lá foi, como se nada se tivesse passado ali.

Eu, fiquei a vê-lo afastar-se tão dono de si e pensei: Caramba, como é que uma atitude tão simples pode ter um resultado tão poderoso? Porque é que eu andei a desgastar-me por me sentir incapaz de travar as emoções mais difíceis do meu filho, sempre que elas eram avassaladoras demais, quando afinal só tinha de as aceitar e deixar ir?

Resposta simples, sei agora. Melhor do que nunca.

Quando os nossos filhos lidam com a frustração, com a vergonha, com a culpa, com o medo… dentro de nós reativa-se a sensação difícil dessas emoções e acabamos por tentar protegê-los, evitando que passem por elas. Muito, porque a dor dos nossos filhos nos dói como nenhuma outra.

Afinal, somos nós que precisamos que parem de chorar, não eles.

Mas é connosco que eles podem aprender a sentar-se com o que sentem e seguir viagem, rumo a tudo o que de mais claro, apaziguador e consciente, os espera na paisagem seguinte.

Coisas que devem começar a acontecer, antes que os teus filhos se tornem adolescentes.

Advertência: este texto pode conter propostas susceptíveis de provocar o pânico nos mais sensíveis. Estão, intencionalmente, misturadas com outras sugestões mais toleráveis, para que não provoquem aos leitores nenhum piripaque. Estamos prontos? 😉

No outro dia, num jantar com amigos, falávamos sobre a forma como os miúdos crescem hoje em dia. A reflexão levou-nos, claro, à memória dos nossos dias de adolescência e ao vangloriar das coisas que já fazíamos sozinhos aos 12 anos. Esta conversa trouxe-me a ideia de que efetivamente, por razões várias, são capazes de existir algumas diferenças significativas e que a forma como os protegemos (sempre com a melhor das intenções), pode ser impeditiva de uma maior autonomia.

Posto isto, acredito que existem tarefas/responsabilidades que, mesmo que aparentemente simples, poderão fazer toda a diferença na forma como se farão à vida. O mundo precisa de gente confiante, responsável e capaz de se superar a cada instante. E eles precisam de se sentir assim no mundo.

Importa por isso pensar um bocadinho no nosso papel nesta tarefa, tornando mais conscientes as vezes em que lhes facilitamos a vida (não facilitando nada) e na forma de ajudar a desenvolver comportamentos que lhes farão toda a diferença no futuro:

Acordar por sua conta e risco. Não me lembro quando tive o meu primeiro despertador mas seguramente já o tinha bem antes de chegar à escola secundária. Conheço miúdos que aos 16 anos continuam ferrados à espera do toque no ombro, para se despacharem para ir para escola. Pode ser um despertar mais suave, mas não durará para sempre e impede que se responsabilizem pela gestão dos seus horários e compromissos pessoais. E o miminho pode sempre continuar a ser dado, com um abraço apertado de bom dia. Nada se perde, muito se ganha.

Fazer o pequeno almoço ou cozinhar uma refeição para a família. Chegar à mesa e ter, literalmente, a papinha toda feita é óptimo, mas não contribui para que aprendam a desenrascar-se sozinhos. Dar-lhes a tarefa de pensar num menu e confecioná-lo para a família, é uma excelente maneira de começar e eu aposto que eles vão adorar a confiança de serem chefes por um dia (ou vários).

Escolher a roupa (pânico!!!). Fundamental. A partir de uma determinada idade (geralmente 4/5 anos) eles próprios começam a pedir para o fazer e nós, gurus de moda experimentadíssimos, tendemos a torcer o nariz à conjugação do vermelho com o verde ou às galochas com o tutu purpurina. Borrifa-te no que vão achar se o teu filho quiser sair à rua vestido de spiderman em pleno verão. Ele está feliz não está? O resto é puramente acessório… Para além disso, se não experimentarem, não saberão como se sentem, o que por sua vez não lhes permite melhorar a escolha, de acordo com o seu próprio conforto e bem estar.

Arrumar a mochila. Organizar o material para o dia seguinte, escolher os livros, guardar a cartolina para o trabalho de grupo… são tarefas que lhes cabem a eles, por isso, nível de resistência máximo para as vezes em que percebas que, pela milionésima vez, se esqueceram de algo. Se calhar podem ter de descobri-lo sozinhos, quando chegarem à escola. No dia seguinte, o mais provável, é que o façam de uma forma mais atenta.

Fazer os trabalhos de casa sozinhos. É fundamental que os pais estejam próximos nestes momentos, mas estar próximo é andar ali por perto e não, sentarmo-nos com eles, do início ao fim da tarefa, quase a soletrar: “Vá, agora é a letra “p”…” Sempre que surja uma dificuldade, podes devolver-lhes a pergunta: “O é que tu achas que esta questão poderá querer dizer?” e, como quem não quer a coisa, estarás a ajudá-los a levantar hipóteses, para que sejam eles/as a chegar lá.

Ir a pé para escola ou ir buscar o pão à mercearia (pânico!!!). Esta é tramada eu sei, e claro que depende da distância e do contexto onde vivam. Mas se for possível, é importante que aconteça, mesmo que tenhas de vestir um fato de ninja e te vás escondendo atrás dos postes, para te assegurares que chegam em segurança. Os tempos mudaram mas é preciso desenvolver estratégias, que lhes permitam explorar, conhecer e não crescer no medo. Eles sentir-se-ão dignos de confiança e de certeza que vão estar à altura.

Tratar da própria roupa. A ideia de um adolescente que grita: “Mas eu queria aqueles calções para hoje e tu não os lavaste a tempo!!!” é algo que me dá um arrepio na espinha, sobretudo porque sei que acontece em casa de muitas famílias. E aqui te digo que a responsabilidade é toda nossa… Colocar a roupa para lavar, estendê-la, separá-la, arrumá-la, ajuda-los-á a cuidar de si e a perceber se o modelito escolhido está disponível ou não, poupando-se horas de desgaste familiar.

Resolver os seus problemas na escola. Claro que existem problemas e PROBLEMAS, mas o espírito de leoa/leão que incorporamos sempre que a nossa cria foi injustiçada na escola (por um colega ou por um professor, por exemplo), faz com que nos saiam as garras e saltemos em direção à fonte da questão. Muitas vezes, sem a necessária reflexão. E aqui, é mesmo fundamental respirar fundo e analisar em conjunto a questão, podendo até ajudá-los a pensar nas estratégias que considerem mais adequadas para assumir e enfrentar a situação. A vida é feita destas coisas, não te esqueças…

Andar de transportes públicos (pânico!!!). Podes fazer algumas viagens com eles e definirem ambos os passos mais importantes: comprar os bilhetes, pedir ajuda ao condutor se necessário, conhecer o percurso, tocar à campainha antes da paragem… E depois se tiveres preparação cardíaca para isso, deixá-los fazer um pequeno trajeto sozinhos para que testem as aprendizagens feitas.

Ir às compras. Fazer a lista do que faz falta em casa e ser responsável por assegurar que ao carrinho chega tudo aquilo que é necessário para a semana (e nada mais). Discutir com eles questões como a marca, o preço, a interpretação dos rótulos, as estratégias de marketing, deixá-los-á muito mais à vontade para as vezes em que tenham de gerir a sua própria despensa.

Falar com desconhecidos (pânicooooooooooooo!!!). Conheço um miúdo que um dia perguntou ao pai: “Mas se eu não posso falar com desconhecidos, como é que eu vou fazer amigos?” E é mais ou menos isto… A regra, à medida que vão crescendo e vão ganhando um maior discernimento, deve ser a de tentar distinguir os “desconhecidos seguros”, dos “desconhecidos estranhos”, sendo também fundamental a noção de espaço/ abordagem/limites para que os amigos se possam fazer.

Chegada ao fim destas propostas, confesso que sinto que este texto é uma espécie de “diz o roto ao nú”. Também eu tenho os meus dias e também eu cometo os meus pecados (como enfiar-lhe uma colherzinha de sopa na boca ou arrumar-lhe os brinquedos…), mas percebo que isso acontece, na maior parte das vezes, para me facilitar a vida a mim e nunca a ele. E só isto me basta, para parar, pensar e tentar fazer melhor da próxima vez.

Afinal, o mundo precisa de gente confiante, responsável e capaz de se superar a cada instante. E eles precisam de se sentir assim no mundo.

Das coisas que ele me ensina…

– “Sabes pai, a avó está tramada! E olha que não é só ela, são todas…”
– “Porquê filho?”
– “Porque avó rima com cocó.”

Tudo isto com ar de quem está a abordar um assunto da maior seriedade.
Avós do mundo, caso não tivessem ainda pensado nisto, há quem se preocupe com esta enorme injustiça. Toda a minha solidariedade está convosco.

Ontem disse ao rapaz da peixaria que ele era extraordinário, na forma atenciosa como se dirigia às pessoas, no sorriso, no brio que punha naquilo que estava a fazer. Espantou-se, sorriu-me e agradeceu e eu tenho a certeza que, naquele momento, se orgulhou ainda mais de quem era. Eu segui caminho mais feliz (e orgulhosa também), por ter perdido a vergonha e ter partilhado tudo o que de bom me estava entalado na garganta.
Boa quarta-feira, cheia de pessoas bonitas…

(Pel)A liberdade que te devo.

De todas as tuas fotografias, esta é uma das minhas preferidas.

Quando te escuto nela, ouço liberdade, serenidade e alegria sem fim, ouço vontade de abraçar o mundo e confiança em quem és e em tudo o que serás ainda capaz de ser. E vejo-te enorme por dentro, bem maior do que a idade que tens, o que me faz alimentar o sonho de que assim te mantenhas, por muito que ainda tenhas de crescer.

De todos os teus ângulos, este é aquele que mais me tem permitido aprender, aquele que me faz voltar ao princípio da história todos os dias, na certeza de que em todos eles as palavras serão outras, iluminadas pela doce transformação, que te acontece na alma, a cada instante de vida.

De todos os teus ângulos, este é aquele que mais me desconcerta e que tantas vezes me faz temer o caminho, não pelo que ele nos traga, mas pelo medo de não estar à altura do desafio de ser a mãe que tu mereces.

E é por isso que todos os dias, eu torno consciente esta missão e destapo em mim a lucidez, que me ensina a aceitar-te como és e me permite sobreviver à frustração, das vezes em que ages de forma diferente da que imaginei. É assim que cresço, é assim que tu podes crescer.

Se há cinco anos me perguntassem quais seriam as minhas intenções enquanto mãe, provavelmente falaria na educação para a liberdade, porque afinal sempre foi uma das minhas bandeiras de vida, na relação comigo mesma, nos amores, nos amigos… E ainda assim, foste tu que vieste ensinar-me de que substância se faz um amor livre. Como o que te tenho e, mais ainda, como o que te devo.

E um amor livre não cobra, não molda, não espera, não desilude.

Um amor livre sabe que é amor para sempre e por isso aprende a sê-lo em todas as circunstâncias, mesmo que as expectativas se quebrem e os passos se aventurem nas estradas para as quais não traçou roteiro.

Um amor livre conhece as coisas pelas quais vale a pena ser grato: o privilégio da presença, o calor do abraço, o cheiro da pele e o olhar que brilha, porque sabe que ali é um dos seus lugares felizes.

Quando tu nasceste, nasceste livre, e mesmo que eu seja para sempre prisioneira dessa liberdade, isso não me faz desejá-la menos. Faz-me sim desejar a honra de te ver crescer assim, capaz de respeitar a tua essência e personificar o teu espírito, a cada passo dado. Sempre, inspirado por tudo aquilo que queiras ser e não pelo peso de tudo o que hão-de continuar a esperar de ti.

A estrada é tua meu amor. A porta aberta, essa… será para sempre minha.

P.S – Hoje, a reflexão trouxe-me esta música. Amanhã, ouvimo-la os dois.

Das coisas que ele me ensina…

Sempre que vou buscar o Manel à escola, ele gosta de subir para o gradeamento que envolve parte o edifício e assim seguir até ao portão. É uma situação de risco físico controlado e não provoca danos na infraestrutura. Posto isto, tudo ok.

Ontem, voltou a fazê-lo e um menino que saía no mesmo momento, seguiu-lhe as pisadas. A mãe gritou-lhe de imediato: “Sai já daí! Esse muro foi feito para ser gradeamento e não para tu andares aí em cima!” E eu pensei cá com os meus botões: Caramba! Em que momento do crescimento teremos nós, adultos, perdido a criatividade, o pensamento divergente, a capacidade de nos reinventarmos e de reinventarmos o mundo à nossa volta? E com este pensamento, voltei a lembrar-me desta animação.

E firmei mais uma vez a promessa, de não esquecer…

Ele cresceu a brincar com a terra e com os bichos.

Ele está no 10º ano. É um aluno extraordinário. Não pelas notas (que são excelentes), mas pela sede que tem de aprender. Ninguém fez escolhas por ele, ninguém o pressionou com resultados. Ninguém lhe impingiu sonhos. O seu, é ser cientista. Encomenda pipetas pela internet, devora livros de biologia e surpreende-se, como se fosse a primeira vez, a cada descoberta feita. E não, não é miúdo esquisito. Tem amigos, faz amigos e traz meiguice na voz e nos gestos e na forma como se dá aos outros.

A mãe, com a humildade de quem está distante da enormidade do ser que ajudou a crescer, diz-me: “Eu não sei onde é que ele foi buscar estas coisas… cresceu sempre aqui, connosco, a brincar com a terra e com os bichos…”

Eu sorrio, e levo no coração mais uma grande lição: As coisas mais simples da vida são sempre as mais poderosas. O amor dos nossos, a curiosidade no olhar, a liberdade no pensamento. E a natureza. Sempre a natureza.

10 coisas que odiavas quando eras adolescente.

Toda a gente sabe que quando nos tornamos mães e pais somos acometidos por uma espécie de amnésia seletiva, que nos leva a esquecer uma boa parte de quem fomos antes.

É como se nos reinventássemos, numa desejada melhor versão de nós próprios que, por mais bem intencionada que seja, acaba sempre por deixar pelo caminho coisas importantes, como por exemplo, o facto de já termos tido a idade dos nossos filhos e de já ter sido nosso, o seu sentir.

E porque às vezes é preciso fazer um rewind para que os passos em frente se façam mais felizes, arrisco-me hoje a trazer de volta algumas das coisas que talvez te tenham feito “subir as paredes” quando eras adolescente.

Ora vamos a elas…

  1. Que não te ouvissem. Exatamente quando ias começar a explicar-te, lá vinha a voz da razão que dizia algo deste género: “Já estou a ver onde queres chegar! Nem penses nisso!” E tanto que tu tinhas treinado a argumentação na noite anterior…
  2. Que banalizassem tudo. Tenho uma amiga a quem a mãe dizia: “Deixa lá filha, os homens são como os autocarros. Não apanhas este, apanhas o próximo!” Lembras-te de alguma semelhante, que te fizesse ter a certeza que os teus pais estavam a milhas do que estavas a sentir?
  3. Que partilhassem a tua intimidade com toda a gente. “Nem imaginas o tempo que passa a pôr laca na poupa.” ou, “Agora lá em casa só come ervas. Manias.”. E tu só desejavas enfiar-te no primeiro buraco que te aparecesse…
  4. Que generalizassem tudo o que fazias. Andavas tu a dar o teu melhor e lá vinham os vaticínios começados por: “Estás sempre a…” ou “Tu nunca…” Bah.
  5. Que criticassem a roupa que vestias (válido para o penteado, para a música, alimentação…) Ah, e que te aconselhassem a levar um casaquinho.
  6. Que exigissem que soubesses o que fazer no futuro. “Já sabes qual é o curso? Não vais estudar, vais trabalhar!” ou “Tens de pensar bem, porque isto não está para brincadeiras!” E tu sabias disso, mas nem sempre era fácil decidir.
  7. Que duvidassem da tua capacidade para escolher os amigos (válido para os namorados/as também…). E logo quando tu te tinhas conseguido aproximar da malta mais arrojada do liceu…
  8. Que perguntassem “Como foi a escola? Havia sempre tanto para a dizer mas o enjoo da mesma pergunta todos os dias, só resultava num também enjoado: “Correu bem.”
  9. Que ligassem 30 vezes por dia.
  10. Que mandassem ligar outras 30.
  11. Que te comparassem aos outros. “Ah e tal, mas a Mariana foi para a Católica.” “E o que é que eu tenho a ver com isso? – perguntavas tu…” Absolutamente nada, te digo agora eu.
  12. Que pusessem em causa as tuas competências. “Tens a certeza que ficas bem? Se calhar a mãe deixa-te um franguinho guisado feito e basta aquecer…” E tu só querias que se fossem embora depressa, para poderes comer Nestum no sofá (ou quem sabe convidar o resto da malta lá para casa…)
Estas são 12 das frases que, muito provavelmente, odiavas ouvir na adolescência.

Aposto que com boa vontade, conseguias arranjar mais meia dúzia, tal como aposto também que se usares estes exemplos como checklist das tuas reações aos comportamentos dos teus filhos , ainda dás por ti a assinalar alguns.

Toda a gente sabe, que quando nos tornamos mães e pais, a coisa muda de figura e é tão mais fácil falar do que fazer. Afinal, amamentámos as criaturas e aturámos-lhes todas as birras, o que quase nos dá o direito de dizer todas estas coisas. Isso, e o facto de os amarmos como ninguém.

Toda a gente sabe disto, mas às vezes é mesmo preciso trazer a memória do adolescente que fomos e voltar a calçar os ténis, para entender…

P.S – Não te proponho que coles esta lista no frigorífico, porque existem coisas que devemos guardar para nós, mas se a colares num lugar mais reservado (pode ser no coração), sempre dá para lhe dar uma olhadela volta e meia… Eles agradecem. E tu já te lembras porquê.