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Do velho e do novo.

Tenho escrito pouco. A vida pede-me tempo, os meus merecem que o tenha. Temos andado ao ritmo da preguiça e ao sabor da vontade e é tão bom poder estar assim.

Mesmo não exercitando os dedos no teclado, as palavras continuam a dançar-me na cabeça e, sempre que não agarro num papel de rascunho para lhes dar vida, elas fogem-me e eu nunca mais lhes ponho a vista em cima. Pelo menos da forma como as pensei na primeira vez.

Engraçada esta coisa da inspiração. Fugaz e ainda assim tão vital.

Tenho escrito pouco mas tenho pensado muito. Pensado naquilo que o ano velho me trouxe, pensado naquilo que o novo pode trazer e uso esta dicotomia do velho e do novo para me insuflar de esperança, de força, de vontade e assim me libertar de tudo aquilo que não me serviu.

O 17 foi um ano generoso, como felizmente me têm sido todos. E eu sou mesmo uma sortuda, pelas pessoas que me amam, pelo trabalho pelo qual me apaixono todos os dias, pela materialização dos projetos que me fazem bem, pela saúde do corpo, pela insaciedade da alma… Este foi um ano cheio de conquistas pessoais e de aprendizagens enormes, mas também de algumas frustrações e suspiros cansados, os necessários para entender e aceitar que não posso ser tudo o que quero ser, pelo menos de uma só vez.

É preciso tempo e é preciso paz para deixar acontecer, na certeza de que todas as mudanças que ficam, se desenham num sem fim de pequenos grandes momentos (talvez este tenha sido o maior ensinamento).

Ao 18 eu peço a generosidade de sempre e prometo-lhe mais gratidão (aos meus e à vida), mais tranquilidade (para permitir às coisas o tempo que elas precisam), mais fé em mim (nos outros tenho sempre). Nestes 18, entrarei com os dois pés firmes, rodeada de amores para a vida e de amigos bons, no lugar mais bonito do mundo. E isto, eu sei, será sempre o melhor augúrio.

E se numa frase eu tivesse de resumir quem fui no ano que agora deixo ir, eu diria:

Ela aprendeu a ser quem era. E foi feliz.

Bom ano gente bonita e aproveitem os 365 dias que aí vêm para repetir tudo o que vos faz bem.

 

P.S – Obrigada por estarem aí. Sempre. Prometo continuar a dar-vos o que de melhor tenho em mim.

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14 Comentários em "Do velho e do novo."

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Paula Nascimento
Visitante

Amiga Rita,
É com enorme satisfação que vejo que me continuas a acompanhar, pois é com enorme prazer que leio os teus textos e lembro a pessoa linda e generosa que és. Um abraço para a família e um ano pleno de alegrias.
Venho pedir a tua autorização para partilhar os teus textos com os meus Encarregados de Educação de Sesimbra pois sei que são interessados e participativos.
Um abraço quente e apertado.
Paula Nascimento

Natália
Visitante

Que venha 2018! Generoso e em Paz!
Beijinhos

Helena Gouveia
Visitante

Obrigada Rita, por me inspirar a ter mais fé em mim, gratidão por tudo o que a vida me dá todos os dias pois prometo, que para o 18 vou tentar, entre outras coisas, pensar um pouco mais em mim, enfim…acreditar que consigo!
Bom Ano. Obrigada por estar aí!

Marta Pedro
Visitante

Rita,
Que bonito texto este do velho e do novo. Obrigada pela partilha!
O “velho” sempre nos serve de ensinamento, por isso que venha o “novo”, o 18, para seguirmos com o que construímos, melhorarmos o que foi construído e construirmos o que nos vai na cabeça, na alma, na inspiração!
Como eu costumo dizer: feito com amor, seja comida, trabalho ou educação, o resultado é sempre óptimo!
Um bom ano para toda a família!

Eugénia Narra
Visitante

Palavras meigas, sábias e que me deixam sempre emocionada.
É tão bom saber que estás presente na minha vida. Sê feliz!
Beijinhos com muita amizade e um abraço apertadinho.

Maria cristina
Visitante

Obrigada por suas palavras sempre inspiradoras, adoro ler seus textos e me identifico muito com eles
Desejo um 2018 cheio de inspirações e conquistas, conhecimentos e descobertas
Felicidades sempre

Conceicao Pereira
Visitante
Como me identifico neste texto…. também eu a determinada altura da minha vida senti a necessidade de escrever e partilhar o que me vai na alma … criei um blogue. (Pro@Educar) … bom também para partilhar a minha experiência como mãe e como profissional de educação…. graças à agitação diária da minha vida atual (Educadora de infância 8h/dia, mãe de duas crianças 365 dias ano, assistência a mãe em recuperação, gestora doméstica, …) pouco tempo e espaço me resta para pensar, ler, escrever… tenho tentado… mas tenho respirado fundo e pensado que ‘é mais uma fase. A verdade é que… Read more »